As principais vias de transmissão do vírus B são a parenteral, sexual e vertical. Após o contágio, 90% das crianças e 10% dos adultos se tornam portadores crônicos do vírus B. Tal fato torna as medidas preventivas ainda mais importantes. Dentre os profissionais da área de saúde, a necessidade de vacinação é incontestável, tendo em vista que a mesma leva a produção adequada de anticorpos em 95% dos adultos .
Biomedicina é a ciência que conduz estudos e pesquisas no campo de interface entre biologia e medicina, voltada para a pesquisa das doenças humanas, seus fatores ambientais e ecoepidemiológicos, com intuito de encontrar sua causa, mecanismo, prevenção, diagnóstico e tratamento.
sábado, 6 de outubro de 2012
HEPATITE B
A hepatite B é transmitida por um vírus DNA com 42 nm de diâmetro,
composto por elementos superficiais e centrais com características
antigênicas diferentes. O conhecimento destes marcadores virais é
extremamente importante no diagnóstico e no tratamento, tanto da
infecção aguda quanto da doença crônica. Após a contaminação, os
marcadores podem ser detectados no sangue, sendo possível o diagnóstico
da fase aguda através da detecção do IgM-antiHBc (este marcador pode ser
detectado até 1 ano após a infecção, porém em níveis bem mais baixos
que na fase aguda). A detecção do HBsAg e do HBeAg não diagnostica fase
aguda já que estes marcadores podem estar presentes também na infecção
crônica. A ausência do HBsAg não afasta o diagnóstico de hepatite B
aguda, já que entre o desaparecimento deste marcador e o surgimento de
seu anticorpo (anti-HBs) pode haver um período variável de tempo
denominado janela imunológica. O HBeAg, que marca replicação viral, pode
se manter positivo durante toda a fase aguda e também na infecção
crônica, caso esta ocorra. O HBcAg não é, normalmente, detectado no soro
dos pacientes contaminados, só sendo possível sua detecção no tecido
hepático através de técnicas de imunoperoxidase. Com o passar do tempo, a
tendência é o desaparecimento do HBsAg, do HBeAg e do anti-HBc IgM e
surgimento do anti-HBs, antiHBe e do anti- HBc IgG, marcando a cura da
infecção. A permanência do HBsAg por 6 meses ou mais permite a inclusão
do paciente no grupo de portadores crônicos do vírus da hepatite B
(quadro 3) .
As principais vias de transmissão do vírus B são a parenteral, sexual e vertical. Após o contágio, 90% das crianças e 10% dos adultos se tornam portadores crônicos do vírus B. Tal fato torna as medidas preventivas ainda mais importantes. Dentre os profissionais da área de saúde, a necessidade de vacinação é incontestável, tendo em vista que a mesma leva a produção adequada de anticorpos em 95% dos adultos .
As principais vias de transmissão do vírus B são a parenteral, sexual e vertical. Após o contágio, 90% das crianças e 10% dos adultos se tornam portadores crônicos do vírus B. Tal fato torna as medidas preventivas ainda mais importantes. Dentre os profissionais da área de saúde, a necessidade de vacinação é incontestável, tendo em vista que a mesma leva a produção adequada de anticorpos em 95% dos adultos .
Hepatites virais I Vídeo oficial
Vídeo da campanha de combate às hepatites virais.
Hot site: www.hepatitesvirais.com.br
Facebook: http://www.facebook.com/minsaude
Twitter: www.twitter.com/HepatitesMS
Outras informações:
SUS adota testes rápidos para hepatites B e C: http://bit.ly/o76hfb
Testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites serão realizados em aldeias de todo o Brasil: http://bit.ly/qqS5Ec
Parceria leva combate das hepatites aos caminhoneiros: http://bit.ly/qKS2KT
Quem freqüenta salão de beleza ou estúdio de tatuagem deve ficar atento à prevenção: http://bit.ly/ohMEBd
Próximo ao dia de combate a hepatite saiba mais sobre os tipos: http://bit.ly/py1O42
Caminhoneiros receberão ações de combate e tratamento da doença: http://bit.ly/oyF67n
Hot site: www.hepatitesvirais.com.br
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Twitter: www.twitter.com/HepatitesMS
Outras informações:
SUS adota testes rápidos para hepatites B e C: http://bit.ly/o76hfb
Testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites serão realizados em aldeias de todo o Brasil: http://bit.ly/qqS5Ec
Parceria leva combate das hepatites aos caminhoneiros: http://bit.ly/qKS2KT
Quem freqüenta salão de beleza ou estúdio de tatuagem deve ficar atento à prevenção: http://bit.ly/ohMEBd
Próximo ao dia de combate a hepatite saiba mais sobre os tipos: http://bit.ly/py1O42
Caminhoneiros receberão ações de combate e tratamento da doença: http://bit.ly/oyF67n
HEPATITE - BATE PAPO - WWW.ARTEDEVIVER.COM
Dr. Raquel Garcia explica sobre a Hepatite. PGM 15/06/2008
Ministério da Saúde reforça calendário de vacinação infantil
O Ministério da Saúde apresentou, em 19/01/2012, duas novas vacinas que serão
oferecidas às crianças brasileiras: a pólio inativada e a pentavalente. A
intenção do governo é aumentar a gama de doenças das quais meninos e
meninas estarão protegidos sem submetê-los a uma nova "picada". O
calendário de vacinação do país passará por uma alteração, mas a
campanha nacional contra a poliomielite, com as "gotinhas", está
mantida.
Já a vacina pentavalente agrega, em uma só dose, a defesa contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B. A proteção desses males, hoje, é feita por meio de três vacinas separadas.
Já a vacina pentavalente agrega, em uma só dose, a defesa contra cinco doenças: difteria, tétano, coqueluche, Haemophilus influenza tipo b e hepatite B. A proteção desses males, hoje, é feita por meio de três vacinas separadas.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
IMUNIZAÇÃO
Existem vacinas contra hepatite A e B e imunoglobulina contra hepatite B.
Não existe vacina ou imunoglobulina contra hepatite C, o que reforça a necessidade de um controle adequado da cadeia de transmissão no domicílio e na comunidade, bem como entre populações de risco acrescido, através de políticas de redução de danos.
Vacina contra hepatite B
A vacina contra hepatite B está disponível no SUS para as seguintes situações:
A vacina contra hepatite B está disponível no SUS para as seguintes situações:
Faixas etárias específicas:
• menores de um ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto;
• crianças e adolescentes entre um a 19 anos de idade.
• menores de um ano de idade, a partir do nascimento, preferencialmente nas primeiras 12 horas após o parto;
• crianças e adolescentes entre um a 19 anos de idade.
Para todas as faixas etárias:
• doadores regulares de sangue;
• populações indígenas;
• comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B;
• portadores de hepatite C;
• usuários de hemodiálise;
• politransfundidos;
• hemofílicos;
• talassêmicos;
• portadores de anemia falciforme;
• portadores de neoplasias;
• portadores de HIV (sintomáticos e assintomáticos);
• usuários de drogas injetáveis e inaláveis;
• pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, etc);
• carcereiros de delegacias e penitenciárias;
• homens que fazem sexo com homens;
• profissionais do sexo;
• profissionais de saúde;
• coletadores de lixo hospitalar e domiciliar;
• bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate.
• doadores regulares de sangue;
• populações indígenas;
• comunicantes domiciliares de portadores do vírus da hepatite B;
• portadores de hepatite C;
• usuários de hemodiálise;
• politransfundidos;
• hemofílicos;
• talassêmicos;
• portadores de anemia falciforme;
• portadores de neoplasias;
• portadores de HIV (sintomáticos e assintomáticos);
• usuários de drogas injetáveis e inaláveis;
• pessoas reclusas (presídios, hospitais psiquiátricos, instituições de menores, forças armadas, etc);
• carcereiros de delegacias e penitenciárias;
• homens que fazem sexo com homens;
• profissionais do sexo;
• profissionais de saúde;
• coletadores de lixo hospitalar e domiciliar;
• bombeiros, policiais militares, civis e rodoviários envolvidos em atividade de resgate.
Em recém-nascidos, a primeira dose da vacina deve ser aplicada logo após o nascimento, nas primeiras 12 horas de vida, para evitar a transmissão vertical. Caso isso não tenha sido possível, iniciar o esquema o mais precocemente possível, na unidade neonatal ou na primeira visita ao Posto de Saúde. A vacina contra hepatite B pode ser administrada em qualquer idade e simultaneamente com outras vacinas do calendário básico.
A imunização contra a hepatite B é realizada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (0, 1 e 6 meses).
Algumas populações como imunocomprometidos, portadores de insuficiência renal em programas de hemodiálise e alguns bebês prematuros, devem fazer uso de esquemas especiais.
A imunização contra a hepatite B é realizada em três doses, com intervalo de um mês entre a primeira e a segunda dose e de seis meses entre a primeira e a terceira dose (0, 1 e 6 meses).
Algumas populações como imunocomprometidos, portadores de insuficiência renal em programas de hemodiálise e alguns bebês prematuros, devem fazer uso de esquemas especiais.
Imunoglobulina Humana anti-hepatite tipo B
A imunoglobulina humana anti-hepatite tipo B (IGHAHB), disponível nos CRIE, é indicada para pessoas não vacinadas, após exposição ao vírus da hepatite B, nas seguintes situações:
• vítimas de abuso sexual;
• comunicantes sexuais de caso agudo de hepatite B;
• vítimas de exposição sangüínea (acidente pérfuro-cortante ou exposição de mucosas), quando o caso fonte for portador do HBV ou de alto risco;
• recém-nascidos de mãe sabidamente portadora do HBV.
A imunoglobulina humana anti-hepatite tipo B (IGHAHB), disponível nos CRIE, é indicada para pessoas não vacinadas, após exposição ao vírus da hepatite B, nas seguintes situações:
• vítimas de abuso sexual;
• comunicantes sexuais de caso agudo de hepatite B;
• vítimas de exposição sangüínea (acidente pérfuro-cortante ou exposição de mucosas), quando o caso fonte for portador do HBV ou de alto risco;
• recém-nascidos de mãe sabidamente portadora do HBV.
Pacientes que receberam a IGHAHB devem iniciar ou completar o esquema de imunização contra a hepatite B.
São marcadores de triagem para a Hepatite B:
HBsAg e anti-HBc total.
› HBsAg (antígeno de superfície do VHB) – é o primeiro marcador a surgir após a infecção,
em torno de 30 a 45 dias, e pode permanecer detectável por até 120 dias nos casos
de hepatite aguda. Ao persistir além de seis meses caracteriza a infecção crônica. Existem
mutações que podem alterar a conformação do HBsAg e consequentemente, inibir a sua
detecção pelos testes imunoenzimáticos usuais. Nestes casos, a sorologia para o HBsAg
apresenta-se negativa, o que pode caracterizar uma infecção oculta, na qual recomendase
avaliar a carga viral do VHB, utilizando testes de biologia molecular.
› Anti-HBc IgG (anticorpos IgG contra o antígeno do núcleo do VHB) – é o marcador
que indica contato prévio com o vírus. Permanece detectável por toda a vida nos indivíduos
que tiveram a infecção.
› Anti-HBc total – este marcador é utilizado na triagem para a hepatite B por detectar
tanto o anticorpo IgG quanto o anticorpo IgM. Determina a presença de anticorpos
tanto da classe IgM quanto da classe IgG, por isso ao receber como resultado o anti-HBc
Total reagente é importante definir se o resultado é devido aos altos títulos de IgG (Imunidade
por infecção passada ou imunidade por resposta vacinal) ou pelos altos títulos de
IgM (fase aguda).
› Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do núcleo do VHB) – é
um marcador de infecção recente, encontrado no soro até 32 semanas após a infecção e
portanto confirma o diagnóstico de hepatite B aguda.
› Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do VHB) – é o único marcador
que confere imunidade ao VHB. Está presente no soro após o desaparecimento do
HBsAg, sendo indicador de cura e imunidade. Está presente isoladamente em pessoas
vacinadas.
› HBeAg (antígeno “e” do VHB) – é indicativo de replicação viral e, portanto, de alta
infectividade. Na fase aguda surge após o aparecimento do HBsAg e pode permanecer
por até dez semanas. Na hepatite B crônica, a presença do HBeAg indica replicação viral
e, portanto, atividade da doença. Em pacientes infectados por cepas com mutação précore
(não produtoras da proteína “HBeAg”) este marcador apresenta-se não reagente.
Neste caso recomenda-se avaliar a carga viral do VHB, utilizando testes de biologia
molecular.
› HBsAg (antígeno de superfície do VHB) – é o primeiro marcador a surgir após a infecção,
em torno de 30 a 45 dias, e pode permanecer detectável por até 120 dias nos casos
de hepatite aguda. Ao persistir além de seis meses caracteriza a infecção crônica. Existem
mutações que podem alterar a conformação do HBsAg e consequentemente, inibir a sua
detecção pelos testes imunoenzimáticos usuais. Nestes casos, a sorologia para o HBsAg
apresenta-se negativa, o que pode caracterizar uma infecção oculta, na qual recomendase
avaliar a carga viral do VHB, utilizando testes de biologia molecular.
› Anti-HBc IgG (anticorpos IgG contra o antígeno do núcleo do VHB) – é o marcador
que indica contato prévio com o vírus. Permanece detectável por toda a vida nos indivíduos
que tiveram a infecção.
› Anti-HBc total – este marcador é utilizado na triagem para a hepatite B por detectar
tanto o anticorpo IgG quanto o anticorpo IgM. Determina a presença de anticorpos
tanto da classe IgM quanto da classe IgG, por isso ao receber como resultado o anti-HBc
Total reagente é importante definir se o resultado é devido aos altos títulos de IgG (Imunidade
por infecção passada ou imunidade por resposta vacinal) ou pelos altos títulos de
IgM (fase aguda).
› Anti-HBc IgM (anticorpos da classe IgM contra o antígeno do núcleo do VHB) – é
um marcador de infecção recente, encontrado no soro até 32 semanas após a infecção e
portanto confirma o diagnóstico de hepatite B aguda.
› Anti-HBs (anticorpos contra o antígeno de superfície do VHB) – é o único marcador
que confere imunidade ao VHB. Está presente no soro após o desaparecimento do
HBsAg, sendo indicador de cura e imunidade. Está presente isoladamente em pessoas
vacinadas.
› HBeAg (antígeno “e” do VHB) – é indicativo de replicação viral e, portanto, de alta
infectividade. Na fase aguda surge após o aparecimento do HBsAg e pode permanecer
por até dez semanas. Na hepatite B crônica, a presença do HBeAg indica replicação viral
e, portanto, atividade da doença. Em pacientes infectados por cepas com mutação précore
(não produtoras da proteína “HBeAg”) este marcador apresenta-se não reagente.
Neste caso recomenda-se avaliar a carga viral do VHB, utilizando testes de biologia
molecular.
› Anti-HBe (anticorpo contra o antígeno “e” do VHB) – seu surgimento é um marcador
de bom prognóstico na hepatite aguda pelo VHB. A soroconversão HBeAg para anti-
HBe indica alta probabilidade de resolução da infecção nos casos agudos. Na hepatite
crônica, a presença do anti-HBe, de modo geral, indica ausência de replicação viral, e,
portanto, menor atividade da doença.
de bom prognóstico na hepatite aguda pelo VHB. A soroconversão HBeAg para anti-
HBe indica alta probabilidade de resolução da infecção nos casos agudos. Na hepatite
crônica, a presença do anti-HBe, de modo geral, indica ausência de replicação viral, e,
portanto, menor atividade da doença.
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